Chore, mas chore muito. As férias acabaram e ponto. Isso doí pra muitos. O hábito acadêmico diário pode não ser algo muito feliz. Percebo que muitos se confundem em suas perspectivas vazias. Todavia, não venho aqui expor a dificuldade do povo. Quero sim abrir uma discussão. O fato é que acreditam em tudo o que eu falo. Célebres universitários creem em cada ponto e vírgula de minha fala como algo verídico. Sem exceção. Então entro em conflito comigo mesmo. Será que não conhecem minha carreira literária, com artigos e milhares de textos. Pesquisem. Um dia desses estava eu sentado numa praça pública quando fui abordado por um jovem de 19 anos. E foi onde minha inquietação começou.
Com muita educação, ele me cumprimentou, disse seu nome e algumas premissas básicas. Disse que acompanha meu blog desde seu surgimento e que desde então procura e pesquisa sobre meu estilo literário. Falou que era do interior, e não possuía muitos recursos financeiros. E eu ia ouvindo calmamente. De repente, o tom da conversa muda. Muda muito. Percebo uma voz meio agressiva e meio ressentida. E dentro de alguns segundos ele disse o que lhe incomodava. Dizia que eu era um escritor sujo que apenas destrói pensamentos e corrompe a sociedade. Meu trabalho é um lixo que está infectando milhões de pessoas pelo mundo. Que eu sou o causador da maior confusão literária de todos os tempos.
Enquanto falava, ele socava o banco até sangrar suas mãos. Ele disse pra eu olhar as mãos machucadas. Imediatamento observei-as. Então me disse: "Olha pra essa ferida, pra esse sangue. Você tem feito isso com todos nós. Suas postagens estão nos matando e eu não posso deixar que isso aconteça. Ou você ou a humanidade". Na mesma hora ele saca uma arma. Eu já não sabia mais o que fazer. Fiquei paralisado. Vi minha vida passar pela minha frente. Fechei meus olhos e logo após ouço um barulho estranho. O jovem estava ajoelhado, chorando. Pediu-me desculpas. Disse que estava muito perturbado. Que tinha acontecido a pior coisa do mundo e isso tinha lhe afetado psicologicamente. Então eu trêmulo perguntei o que tinha acontecido. Ele me disse que as aulas voltaram.